Segunda-feira, Abril 30, 2007

Leap of faith.
Leap of faith é, literalmente, "ir com fé".
Leap of faith é quando não tem nada certo, nada organizado, nem lugar pra dormir você tem, mas você vai.

Sábado passado eu decidi ter um leap of faith, que acabou tudo se encaixando antes d'eu entrar no ônibus.

Esse Sábado foi um leap of faith. Sem dinheiro, sem saber onde ficar, sem planos, precisando estar de volta na tarde do dia seguinte, fechei os olhos e fui. Um único motivo me levava à cidade: ver um grande amigo.

Mas lá fomos nós, fazer e acontecer. Se virar em mil, andar a esmo, se perder, ligar em busca de socorro (ou pelo menos informações). Foi arrumar hotel em New Jersey, porque não tem nada em NYC, foi não ter endereço, se estressar, ver poker à noite, dividir cama, foi ir ao Metropolitan, foi achar vaga como se fosse fácil, foi fazer fotossíntese no Central Park, foi tirar foto e foi voltar pra casa.

Leap of faith é ter o espírito livre, e a certeza que, no final, tudo vai dar certo.

Segunda-feira, Abril 23, 2007

Synchronicity.
Ou "o mundo é um amendoin".

Tudo bem. Morei 20 anos no Rio de Janeiro, SEI que o Rio é um amendoin. Inclusive eu, a Cacá e a Ciça tínhamos uma teoria de que, conhecendo duas pessoas de grupos distintos da Zona Sul, você conhece a Zona Sul toda.

Onde eu moro no momento também tem disso, é verdade. Afinal, pessoas vêm e vão o tempo todo e praticamente todo mundo ou se conhece ou já ouviu falar da pessoa em questão.

Agora, Sábado o imprevisível aconteceu: os dois mundos não só se juntaram, se juntaram de uma forma extremamente bizarra.
Sábado fui ver o pai da Kat, Kenny, tocar. Os mais conhecidos de Jazz talvez conhecam o Kenny. Ele é um tanto famoso, mas pra mim, ele é o pai da Kat. Então, lá fui ver o Kenny tocar.

Ele tava tocando com uma banda de brasileiros, sendo os dois principais Joyce e Dori Caymmi. Conexão bizarra número um. Pô, legal, né? A família Caymmi é super famosa, todo mundo sabe da importância deles, eu até já tinha ido num show do Dori com a Nana. E a Joyce, apesar deu não conhecer o trabalho dela a fundo, eu já ouvi falar, e muito. E eu não dispenso música brasileira, ainda mais quando um pianista da qualidade do Kenny tá tocando.

Lá fui eu com meus amigos, sabendo que ia ser ótimo. E foi. Surpresa número um: Joyce me canta "Uva de Caminhão". Eu nunca ouvi ninguém, além do SVAC, cantando Uva de Caminhão. Fiquei felizona. Quando terminou o show, a Lorraine (mãe da Katheryn) veio pegar a gente pra ir no camarim. Eu já tava preparada pra falar umas coisas, caso fosse necessário quebrar o gelo ou coisa do tipo. Pro Dori eu ia falar de Pequeri, pra Joyce Uva de Caminhão caiu como uma luva.

Dito e feito, falei primeiro com a Joyce, depois com o Dori, que inevitavelmente, abriu um olhão quando eu mencionei que passava meus carnavais em Pequeri, que a minha mãe conheceu o Danilo lá uma vez e sei lá mais o que. Pequeri é uma cidade minúscula no interior de Minas, onde Seu Dorival e Dona Stella moram a maior parte do tempo. Conexão bizarra número dois.

Aí voltei a bater papo com a Joyce, ouvi ela dizendo que é filha da PUC e que era avó. E ela saca uma pastinha roxa com fotos dos filhos e netos pra mostrar pra mim e pra Lorraine (que, eu descobri, é amiga dela de longa data). E tá lá ela mostrando as netas (com uns olhões azuis enormes) quando ela chega na foto do neto mais velho. Não é que o moleque (deve ter uns 14 ou 15 anos) tá com uniforme do São Vicente? Claro, como toda vicentina orgulhosa, me pronunciei. Surpresa número dois.

Continuamos vendo as fotos e dona Joyce falando "Essa é a Mariana com a mais nova.", "Essa aqui é a Clarinha..." quando, de repente, não mais que de repente, it hit me: "Clara, Ana e quem mais chegar". Tudo bem que foi pseudo-leseira minha não ter lembrado antes que "Clareana" era da Joyce, mas quando eu fiz a conexão (sinapse, entende?), eu simplesmente soltei um "ih, Clareana!". Em voz alta. Que fez as pessoas em volta pararem e rirem "Exato...". Surpresa número três.

E aí eu juntei um monte de coisas d'uma vez só: Clareana foi uma das primeiras músicas que eu aprendi no coral do colégio. No mesmo coral que, anos mais tarde, eu cantei "Uva de Caminhão", do mesmo colégio que eu estudei a vida toda, e que o neto mais velho dela estuda. Synchronicity. Ou coicidências.

Eu sei que o Rio de Janeiro é um amendoin. Mas achar o Rio de Janeiro um amendoin em plena NYC num show que eu fui ver o pai de uma grande amiga tocar, isso foi um tanto mind-blowing.

Surreal, cara. Surreal..

Domingo, Abril 15, 2007

Cara, a quantidade de neve que cai no momento é ridícula.
Eu já passei alguns invernos aqui, e não me lembro de ver flocos tão grandes.
É lindo, sem dúvida, mas eu nunca vi coisa igual.

E, o que realmente impressiona, é o fato de que hoje é QUINZE de Abril.
Abril, tá? A primavera começou oficialmente dia 21 de Março.

Então, fazer o que? É só aproveitar a paisagem e, com alguma sorte, comerçar uma guerra de neve. :)

Surreal...

Terça-feira, Abril 10, 2007


Não sei se é por causa da conversa que eu tive com a Isa esses dias, ou se porque a Fê postou algo sobre o terceiro ano dela e eu falei do meu, ou porque a Lêla e a Babi me disseram que andam saudosas dos seus terceiro anos, ou por eu ter lido coisas antigas no meu blog, ou por lembrar que hoje, cinco anos atrás, aniversário da Ana Carol, saímos da aula de manhã e ficamos bebendo no Serafim e fomos pra aula bêbadas -- a primeira vez que eu bebi cachaça pura, incluisive, ou o que.

O fato é que muitas pessoas diferentes andam mencionando comigo coisas sobre o São Vicente e eis que eu acho a foto acima, roubada de um .ppt feito pela mãe do Pedrinho, no fim de 2002.

Resolvi postar, just for the record.
E just for the record, também, todas as fotos foram tiradas EM aula.

:)

Domingo, Abril 08, 2007

I'm dreaming of a white.... Easter...
Happy Easter, everyone.
E feliz Pessach. :)

Sábado, Abril 07, 2007

Um belo dia, no reino encantado onde moro, estou eu assistindo Moulin Rouge com Jyoti e Caroline, no quarto da última.
O telefone toca, atendo eu:
- Satya and Caroline's, this is Sunanda.

Era Satya, ligando para o próprio quarto pra falar com a... Jyoti.
Resumo da ópera Satya liga pro quarto que ela divide com a Caroline pra falar com a Jyoti e eu atendo.

Confusing? Yeah, it's a little to us, too. E como já não diria aquela comunidade no Orkut: Intimidade... é uma merda.

**Just for the record.**

Segunda-feira, Abril 02, 2007

Hoje o dia é diferente... Tempo é um bicho engraçado, que mexe com a gente.
Hoje é dia 2 de Abril, aniversário do Timba, inclusive.

Há um ano estava acontecendo o farewell tea da Barbara. Na primeira tarde ensolarada e com uma temperatura relativamente agradável, fiquei eu, ainda tentando entender que eu tava aqui por um ano, que as pessoas vão embora e eu tava ficando.

Há um ano eu tava completamente sem voz porque no dia anterior tinha tido um jogo de basquete benificente entre Fallsburg High e SYDA Foundation. E eu, Barbs e Chitra não paramos de berrar um minuto.

Há um ano a Yannie ainda tava aqui e eu não sabia que o sobrenome da Kat era Werner.

E há seis meses a Kat sofreu o acidente de carro que acarretou numa das experiências mais bonitas da minha vida. Há seis meses a Kat morreu. Há seis meses e um dia era aniversário da Lauren e eu almocei com a Celeste e com a Satya. Há seis meses eu nem conhecia a Satya direito. Eu lembro que naquela semana ela me deu o celular dela, pra gente tentar ir numa peça, que a gente acabou não indo. Mas a Kat foi.

Há seis meses, aproximadamente, eu revi amigos que eu não esperava rever tão cedo. Marie, Madhu, Sav, Yannie, Gabe. A própria Satya, pra quem eu liguei na terça de manhã bem cedo contando da Kat, apareceu na quinta no funeral. Há seis meses eu não era muito amiga da Caroline. Ou da Nalini. A Kunti nem tinha chegado ainda. A Satya eu só tinha falado umas 3 vezes.

O mundo dá tanta volta.... E hoje, seis meses depois, dia 2 cai numa segunda de novo. Nesse último ano tanta coisa aconteceu. Eu conheci tanta gente, fiz tanta coisa, fui pra tanto lugar, chorei, ri, fiz amigos. Nesses últimos seis meses eu senti tanta coisa, cresci tanto, me aproximei de tanta gente, tive imersa num amor tão único, concreto e real que ainda me faltam palavras pra descrevê-lo.

Hoje eu chorei. E eu sorri. E eu falei com amigas queridas. E uma dessas amigas queridas -- com quem, por sinal, eu não falava há mais ou menos 5 meses -- me perguntou "How are you? How's life? Are you good?". E a minha mais sincera resposta foi "I'm great. I think this is the happiest I've ever been my whole life".

E hoje, assim como seis meses atrás a Kat tava me mostrando as belezas do outono, eu olho lá pra fora, vejo o céu azul e o sol brilhando, o restinho de neve derretendo, eu penso na Kat e tento mostrar pra ela as belezas da primavera.

O mundo dá volta.
E a gente vai levando.
Feliz.

Nome: Alice Müller Reed
Idade: 21 anos
E-mail: identifique-se e me pergunte...
ICQ: 65912925
Profissão: Admin. Assit.

EU NÃO SOU A SARAH MICHELLE GELLAR!

ESSA SOU EU!!!



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