

"Não aprendi dizer adeus, mas deixo você ir, com lágrimas no olhar..."
"O TEMPO PASSA MUITO RAPIDO POIS O QUE DESEJO FAZER PARA MEUS FAMILIARES E MEUS AMIGOS SERIA IMPOCIVEI EU NÃO ESTARIA VIVO PRA FAZER POIS QUERIA AJUDAR TODOS E ACABAR COM A FOME DO POVO E COM A CORRUPIÇÃO E É CLARO QUE NÃO CONSEGUIRIA NUMCA POIS PODE O TEMPO PASSAR PASSAR E SEMPRE SERA A MESMA COISA NÉ, Q CHATO OLHAR A CRIANÇA NA RUA E NÃO PODER FAZER NADA!FIQUE LIGADA QUE O TEMPO PASSA TÃO DEPRÉÇA QUE VC NEM PERCÉBE O QUE PUDER FAZER PARA SUA FAMILIA E SEUS AMIGOS FASSA LOGO!POIS O TEMPO NÃO ESPÉRA!!!!!!!TCHAL UM BEIJÃO DE UM AMIGO QUE NEM CONHÉCE MAS QUE JA TEQUER MUITO BEM !!!!ATE!!!!......
ELVIS TOSIRO LUIZ"
Comentário deixado por um infeliz após ler o post "Será que o tempo realmente passa?"
Se alguém entender o que está escrito, por favor, me explica. Isso ultrapassa meu intelecto de entendimento...
Como eu te conheço...
PS. Vão ao site do Pato Fu (www.patofu.com.br) e ouçam a música AGRIDOCE cuja letra foi postada o dia 13.
Porque você às vezes se faz de ruim?
Tenta me convencer que não mereço viver, que não presto, enfim?
Saio em segredo você nem vai notar.
E assim, sem despedida, saio de sua vida tão espetaular.
E ao chegar lá fora direi que fui embora e que o mundo já pode se acabar, pois tudo mais que existe só faz lembrar que o triste está em todo lugar.
E quando acordo cedo de uma noite sem sal, sinto o gosto azedo de uma vida doce e amarga no final.
Saio sem alarde, sei que já vou tarde não tenho pressa nada a me esperar
Nenhuma novidade, as ruas da cidade, o mesmo velho mar.
Acordou com frio. O sol não tinha saído ainda. Rolou um pouco na cama mas sabia que de nada isso ia adiantar. Se levantou, arrumou de leve os corbetores, colocou um robe - como daqueles que a gente via em seriados americanos e nunca esperou ter um em casa - e foi preparar um café.
Era uma manhã daquelas geladas. Na verdade, nem era manhã ainda. Pegou o pó, colocou na máquina. Sabia que gostava mais do cheiro de café do que do gosto em si, mas havia se viciado nos dois há alguns anos. Enquanto esperava, foi checar suas mensagens. Tinha, além disso, deixado o computador ligado à noite, sem querer.
Checou os emails também, na esperança de algo novo, mas nada chegara. Colocou um casaco leve e as pantufas. Eram iguais às primeiras pantufas que ela tinha ganhado, Deus sabe quantos anos antes, de Natal de uma amiga. O cheiro começava a permear o ambiente. Aaaaah... café. Forte.
Ficou feliz por não estar em seu apartamento. Sua roomate não ia gostar muito do cheiro a essa hora da madrugada. Claro que depois de ser acoradada pelo barulho, iria se juntar a ela e baterem papo. Era no que elas eram melhores. Quase não se viam por causa do horário, mas nada abalava a amizade de anos.
Mas ela estava sozinha. E ficou feliz por isso também. Pegou a maior xícara que encontrou no armário e colocou o café nela. Pegou um outro cobertor e saiu para a varanda. Graças a Deus tinha conseguido uma rede, não era fácil conseguir uma dessas lá. Deitou na rede um pouco e ficou olhando as estrelas. O dia estava para amanhecer.
Preferia mais essa hora do que o anoitecer. Quando estava anoitecendo ela sempre ficava de mau humor, cansada, com dor de cabeça. Argh. Odiava anoiteceres. Ainda bem que o dia estava amanhecendo.
Tomou um gole do café. Tinha aprendido a tomar sem açúcar. Assim diminuira em grande escala o número de xícaras. Fechou os olhos querendo voltar a dormir, mesmo sabendo que não ia conseguir.
Cochilou por alguns minutos e quando abriu os olhos o céu estava clareando, naquela cor rosada com amarelo entre o azul escuro e o azul claro. Tinham faixas vermelhas e roxas atravessando o céu. Era o momento mágico. Daqueles que temos uma vez a cada 10 ou 15 anos.
Seu coração acelerou e os olhos encheram d'água. O corpo todo arrepiou pelo momento. E quando se deu conta, estava tomada por lembranças. Momentos que passaram e se perderam ao longo do anos em sua memória.
Respirou fundo e guardou essa nova memória. Olhou em volta, olhou pro céu, olhou pro café. Viu a fumacinha que saía da sua boca por causa da respiração e chorou um pouco. Sentiu-se satisfeita por estar vivendo isso.
Quando o sol saiu por completo e invadiu a varanda, entrou de volta pro quentinho. Re-ligou o computador e mandou um email para uma amiga com a qual não falava há muito tempo. O texto era bem simples:
"Há quanto tempo você não vê o sol nascer?"