

E ouvindo o som único e silencioso da neve que caía lá fora, adormeci. Dormi um sono profundo e sem sonhos, desses sonos que você acorda meio estranho, sem entender se realmente descansou ou não.
Quando acordei era outro. Já não estava mais na minha cama quente e não reconhecia o quarto. Peguei meu casaco e fui andar. Não existe nada melhor do que caminhar na neve, na minha opinião. O ar frio batendo gostoso nas bochechas, andar um pouco encolhido pra proteger a boca e o som, sim o som, de neve. Do andar na neve.Da bota comprimindo essa coisa estranha que é a neve. Não é gelo, nem água, mas é gelo. E água.Na sua própria e estranha consistência.
Andei por mais de uma hora. Determinado. Andei e escutei todos os sons da natureza à minha volta. Andei até não sentir mais os pés.
Voltei pra casa, acendi o fogo e terminei meu ritual. Esquentei um chá na lareira e sentei pra olhar. Aquele chalé mais parecia um sonho. Do qual eu não queria acordar. Observei tudo à minha volta. Todas as nuânças, todas as cores, todos os detalhes. Estive presente com todo meu corpo, alma e mente.
Observei tudo com a calma certa. Quando vi, tinha voltado a nevar. E ouvindo o som único e silencioso da neve que caía lá fora, adormeci.
Pela última vez.
"Vai ter uma festa e eu vou dançar até os sapatos pedirem para parar.
Aí eu paro, tiro os sapatos e danço o resto da vida.
Quer dançar comigo?"
Yes, I AM back to crush down the world. ;-)
Lingüística, Teoria da Literatura e Literatura Brasileira. Here I come.
Fim de semana produtivo para mente, pelo menos.
Elefante - Filme cult sobre a chacina em Columbine. Ainda não decidi se gostei ou não. Achei bem interessante a forma como é mostrado, apesar de algumas cenas loooooooooooooooooongas... E dá nos nervos ver a fragilidade dessas comunidades que parecem perfeitas mas que enlouquecem aos poucos.
Dogville - taí um filme interessante. No mínimo. Um tesão pelo simples fato de ser uma peça de teatro. Uma mega peça de teatro. Fora a história. Nervosa. Intensa. Como pode alguém não explodir naquele ambiente?
O Fantasma da Ópera - viva! viva! viva! Viva a música!!!! Viva os arranjos orquestrados para vozes mistas! Viva o arranjo de "The Phaaaaaaaaaaantom of the Opera is here..." Impossível não se arrepiar na cena inicial do candelabro e do teatro, com aquela música tocando... Lindo lindo lindo. Tudo bem, não é o melhor filme do universo, tem que ter paciência pra assistir a um musical, mas caaaaaaaaara... é um MU SI CAL. E um musical vale a pena ser assistido.
A Gota D'água - Sofia leu esse livro e não consegue parar de falar nele. Eu vi a peça ano passado (retrasado?) e puta... quem me conhecia lembra do estado que eu fiquei quando vi da primeira vez...Ficamos as duas debatendo e falando de Chico Buarque. VIVA! VIVA! VIVA! Viva a música! Viva o teatro! Viva o Chico!
Pois é... bom... muito bom...muito bom MESMO... cabou que eu nem fiz muita coisa, mas meu lado artístico tá tinindo...
Me falaram pra fazer bonito, e eu resolvi fazer.
Tudo como manda a regra e o figurino.
É bem verdade que houve menos drama, já que o livro era seguido.
Mas se disserem que não houve sofrimento estão mentindo.
Sofrimentor e dor.
Sempre existem e sempre existirão.
A boa notícia é que se pode conviver com.
Há vinte anos...
Há vinte anos a ditadura ainda existia. Estavamos entrando no primeiro mandato de um presidente não milico.
Há vinte anos Raul Seixas ainda estava vivo e o Guns'n'roses não tinha acabado. (de novo?)
Há vinte anos muita gente que eu conheço nem sonhava em nascer e os que já tinham nascido nem sonhavam em terminar a escola.
Há vinte anos inteiros eu nasci. Hoje, começo meu vigésimo primeiro ano de vida.
Mudei de casa. Nada mais de teen. Como o César tinha dito, ia ser legal se eu tivesse um texto do nível do "Alice por ela mesma" pra meus 20 anos.
Mas não tenho. Vivo. Vivo muito intensamente. Às vezes a inércia me leva, mas eu não sou de ferro. Esse ano vai ser de mudanças.
Sim, sim... continuo apaixonada por música... como não? Música enlouquece... Todo tipo de música.
Creio que minhas diretrizes continuam sendo aquelas do texto do ano passado. Acho que depois de tanto tempo finalmente, nesse aspecto, eu me estabilizei.
Eu sofro muito, choro muito, rio muito, falo muito, sinto muito, tudo muito.
Uma das coisas que eu mais aprendi ano passado foi não julgar as pessoas. Deixei realmente o preconceito de lado. Isso é tão bom que chega a ser absurdo pra mim pensar que os outros não pensam que nem eu.
Me resolvi internamente em inúmeros aspectos e posso dizer que ninguém sabe o nível dessas resoluções.
Ano passado foi o ano de amigos novos... sim sim... alguns deles não tem nem uma noção da importância e da felicidade que me trazem pela simples presença. Tem uns que dá vontade de ficar fazendo cafuné o dia todo, só por fazer.
Esse post não chega aos pés do do ano passado. Mas pra ser honesta, não é minha intenção. Quero comemorar a finalização de uma década e o começo de outra. Estou virando gente grande e pela primeira vez isso não me assusta nem um pouco.
Quero ir. Quero ser. Quero...
Querer eu quero muita coisa. Mas chega disso, chega de blá blá blá. Hoje é meu aniversário. Hoje eu faço 20 anos.E é isso que importa.
:-)
Me faltam palavras para agradecer a tudo... agradere, por exemplo, à festa surpresa que tive ontem. Aos meus amigos, à tudo tudo tudo...
Aninha, Tubi, Sofia, Iane: Para falar sobre essa festa eu só peço que lembrem a minha cara quando vi todo mundo. ESSA é minha cara de felicidade.
Para todos os meus amigos - não tenho coragem de tentar nomear todo mundo agora. FATALMENTE vou esqueçer alguém - deixo vocês com um muito obrigado pelo simples fato de existirem e por isso tornarem a minha vida, vida.
** Cinco Anos.**
"...And tout de suite, be myself!
When the world once more starts making sense...
I'll unwind for a change...
I'll resume our long-lost joie de vivre.
I'll be playin' again, holidayin' again,
And we're prayin' it's A.S.A.P..."